Em seus estudos, o Dr.Gottman constatou que nada menos do que 69% dos conflitos de um casal são perpétuos, isto é, estão ligados aos sonhos, valores e a própria identidade do homem e da mulher. Por isso mesmo eles são recorrentes e nunca serão resolvidos, podem apenas serem administrados. A porcentagem de 69% de conflitos perpétuos é exatamente a mesma, tanto para os casais felizes como para os casais infelizes. A grande diferença é que alguns casais conseguem administrar os conflitos com eficácia, discutindo sem se destruir e reparar danos. Ao contrário dos casais que ficam “batendo as cabeças” continuamente para ver quem consegue “dobrar” o outro.
Temos o senso de enxergar e ver apenas a nossa própria maneira de amar. Deixamos de ver como o outro nos oferece amor. Precisamos parar de supor e conversar mais. Muitos casais nunca aprenderam o grandioso poder de uma afirmação verbal. Escutar um “eu te amo”, Você está linda”, “Você é muito importante para mim” são frases poderosas quando ditas com sinceridade e fortalecem a união e o amor do casal.
Dr. Gottman identificou quatro atitudes ou comportamentos que são “venenos mortais” para qualquer relacionamento, a seguir:
- Defensividade: quando você tenta se defender do que considera ser um ataque, em vez de procurar entender o que o seu parceiro ou parceira esta dizendo. Com isso rejeitamos o fato de que também somos responsáveis pelo o que está acontecendo. Posturas defensivas bloqueiam a comunicação, reforçam a sensação de incompreensão e impedem a resolução de problemas.
- Obstrução: A pessoa “se fecha” em si mesma e recusa-se a interagir com o outro, obstruindo qualquer possibilidade de diálogo ou de cooperação. Estudos indicam que 80% dos “obstrutores” são homens. De modo geral, a mulher vê esse afastamento como desinteresse enquanto o homem o vê como a necessidade de ter um “espaço para respirar”.
- Criticismo: Dar a entender que existe alguma coisa errada com a pessoal com a qual você se relaciona, esmigalhando a sua autoestima.
- Desprezo: Zombar, ironizar, menosprezar, desacreditar, desautorizar, duvidar da capacidade de seu parceiro ou de sua parceira e ofendê -lo (a). O desprezo destrói a admiração, o carinho e o respeito entre o casal.
Muitas pessoas afirmam erroneamente que o tempo é dinheiro. Tempo não é dinheiro, tempo é vida. Duas pessoas sentadas em uma mesma sala estão próximas, mas não necessariamente juntas. Qualidade de tempo é dedicar atenção a pessoa, ouvir o que ela tem a dizer, ter o olho no olho. O ato de presentear alguém é simbólico, o importante dessa ação é pararmos e pensarmos no outro, e é isso que faz a diferença independente do valor. Lembrem-se, que não existe nada mais gostoso que um abraço caloroso.
Está com dificuldades no seu relacionamento? Conte-me suas frustrações e vamos juntos transformá-las em satisfações, prazer e bem estar. Encare o seu parceiro ou parceira de frente e sejam felizes.